Manual · O Alpendre

Medicação em casa

Um tablet na cozinha lembra a medicação a quem vive sozinho, com letras grandes e um só botão. A família vê pelo telemóvel se a toma foi feita — e é avisada quando não foi.

Abrir o tablet Página da família

O que é

Quem vive sozinho e toma vários medicamentos esquece-se — ou já não sabe se tomou. Quem cuida, à distância, liga a perguntar e fica na dúvida.

A Medicação em casa são duas páginas que trabalham juntas:

Cada casa tem os seus próprios dados, o seu PIN e a sua chave do tablet. Não há publicidade, nem partilha de dados com terceiros.

Não é um dispositivo médico. Regista o que foi confirmado no tablet ou pela família — não sabe se o comprimido foi mesmo engolido, e não substitui a vigilância de quem cuida nem o conselho do médico.

Experimentar a demonstração

A demonstração é a Casa da Família Ferreira (inventada): o António, 85 anos, e a Maria, com os filhos Rita e João a acompanhar à distância.

  1. Abra o tablet — é o ecrã que fica em casa.
  2. Noutra janela (ou no telemóvel), abra a página da família com o PIN 1234.
  3. Confirme uma toma no tablet e veja-a aparecer na página da família.
Pode mexer à vontade. Cada visitante recebe a sua própria cópia dos dados, que se apaga sozinha ao fim de 12 horas. O botão Recomeçar na barra do topo volta a pôr tudo como no início.

Parte 1

Para quem toma — o tablet

O que se vê em casa. Pode ler-se em voz alta a quem vai usar o tablet.

1A hora da toma: «Tomei tudo»

O tablet a mostrar a toma do António: Metformina, Bisoprolol e Amoxicilina, e o botão grande Tomei tudo
Dez minutos antes da hora, o ecrã da toma abre-se sozinho.

Dez minutos antes da hora, o tablet abre o ecrã da toma: a cara de quem toma, cada medicamento com a fotografia da caixa, a dose, como tomar e para que serve. Toca duas notas suaves, e repete-as de 3 em 3 minutos enquanto ninguém responder. Se houver mais comprimidos do que cabem, o ecrã diz «Há mais medicamentos — deslize o ecrã».

  1. Tomar os comprimidos.
  2. Carregar no botão grande «✔ Tomei tudo». Fica registado com a hora.

Se não tomou um deles

Toque nesse medicamento antes: fica cinzento, com «Não tomei este», e o botão passa a dizer quantos tomou («Tomei 2 de 3»). Tocar outra vez desfaz.

O Bisoprolol marcado com Não tomei este e o botão a dizer Tomei 2 de 3
Um comprimido de fora: «Não tomei este» e «Tomei 2 de 3».
O tablet a dizer Obrigado, António! Registado às 11:07
Confirmado: «Obrigado, António!», com a hora.
Não dá para tomar duas vezes por engano. Uma toma já confirmada não se confirma outra vez: o tablet diz «Já tomou às 08:32 — não tome outra vez».

2Entre tomas: «Está tudo em dia»

O tablet com Está tudo em dia e os cartões do António e da Maria, com a próxima toma e a próxima consulta
Entre tomas: cada pessoa, a próxima toma e a consulta à porta.

Entre tomas, o ecrã diz «Está tudo em dia ✔» e mostra cada pessoa: a próxima toma, quantas já foram feitas e, se houver, a próxima consulta com o dia por extenso.

Tocar numa pessoa mostra o dia dela, toma a toma — é a resposta a «já tomei?».

O dia do António: 08:30 tomado às 11:07, 19:00, 20:30 e 22:00 mais tarde
«António — hoje»: o que já tomou e o que falta.

3Escrever a tensão

Se alguém nesta casa mede a tensão (escolhe-se na página da família), aparece no topo o botão 🩺 Tensão.

  1. Tocar em Tensão (e, numa casa com duas pessoas, escolher quem).
  2. Escrever a máxima — o número maior — no teclado de algarismos, e carregar em ✔.
  3. Escrever a mínima, e depois a pulsação (ou «Não sei a pulsação — continuar»).
  4. O tablet mostra tudo em grande e pergunta «Está certo?»: «✔ Sim, guardar» ou «Não, corrigir».
O teclado de algarismos para escrever a tensão do António, começando pela máxima
Um número de cada vez, só com algarismos.
138 / 82, 64 pulsações por minuto, e a pergunta Está certo?
Antes de guardar, confirma-se.

4O botão de emergência 🆘

O botão vermelho Emergência está sempre no topo, sem PIN.

  1. Tocar em Emergência. Numa casa com duas pessoas, o tablet pergunta «Para quem é?».
  2. Abre-se a ficha de emergência: alergias, doenças, a medicação, os contactos e o que foi (ou não foi) tomado nas últimas 48 horas. É o que se mostra ao INEM ou a quem chega.
  3. Para chamar a família: «📞 Avisar a família agora» → «Sim, avisar».
Para quem é? O António ou a Maria
Para quem é?
A ficha de emergência do António, com a alergia à penicilina
A ficha, com o botão «Avisar a família agora».
A pergunta Avisar a família? com os botões Voltar e Sim, avisar
Abrir a ficha não avisa ninguém. Só este «Sim, avisar».

Abrir a ficha não avisa ninguém — assim uma ficha aberta por curiosidade não dispara alarmes. Depois de «Sim, avisar», o tablet mostra no topo uma faixa amarela que acompanha o pedido, por cima de todos os ecrãs, até alguém da família responder:

A faixa amarela: Pedido de ajuda enviado às 11:09, à espera que alguém da família diga que recebeu
À espera que alguém diga que recebeu.

Quando alguém da família carrega em «Recebi, vou tratar», a faixa passa a verde, em letra grande, com um som suave — é a frase que quem pediu ajuda está à espera de ler:

A faixa verde: Rita recebeu o seu pedido e vai ajudar
«✔ Rita recebeu o seu pedido e vai ajudar».
Numa emergência a sério, ligue 112. O aviso à família é uma ajuda, não um serviço de socorro.

5Sem internet

O tablet com a faixa Sem ligação — as tomas ficam guardadas e são enviadas quando voltar
«Sem ligação»: o tablet continua a lembrar e a guardar.

Sem internet, aparece no topo «Sem ligação — as tomas ficam guardadas e são enviadas quando voltar». O tablet continua a funcionar:

Parte 2

Para a família — o telemóvel

Acompanhar, ser avisado e pôr a medicação. Tudo na página da família, com o PIN da casa.

6Entrar e pôr no ecrã principal

  1. Abrir o endereço da página da família (vem na folha de instalação).
  2. Escrever o PIN da casa e carregar em Entrar. Cinco enganos seguidos bloqueiam as tentativas durante 15 minutos.
  3. Pôr a página no ecrã principal, para abrir como uma app:
    • iPhone: no Safari → Partilhar (o quadrado com a seta) → Adicionar ao ecrã principal. Daí em diante, abrir sempre pelo ícone — sem isto o iPhone não recebe avisos.
    • Android: no Chrome → menu ⋮ → Adicionar ao ecrã principal (ou «Instalar app»).

No topo fica sempre à vista o estado do tablet — «● Tablet ligado · agora mesmo» — porque silêncio não quer dizer que está tudo bem.

O ecrã de entrada com o teclado do PIN
O PIN da casa.

7Ligar os avisos no telemóvel

Faz-se uma vez em cada telemóvel da família que quer ser avisado:

  1. Abrir a página pelo ícone no ecrã principal (no iPhone é obrigatório).
  2. Configuração → Avisos no telemóvel → Receber avisos neste telemóvel → Permitir.
  3. Carregar em Enviar aviso de teste e confirmar que chega mesmo.

A família é avisada quando uma toma não foi confirmada ⚠️, quando a pessoa disse que não tomou ✋ ou houve uma toma a dobrar ❗, no 🆘, quando o tablet fica sem sinal 📵, antes de uma consulta 📅, no último dia de um tratamento 🏁 e quando uma medição passa os limites 🩺.

O cartão Avisos no telemóvel, com o botão Receber avisos neste telemóvel
Configuração → Avisos no telemóvel.

Telegram, como segundo caminho

Opcional, mas recomendado para o 🆘: é o único que se pode pôr nas exceções do modo Concentração («Não incomodar», «Dormir») do telemóvel — o aviso fura o silêncio da noite. Pode escolher-se receber pelo Telegram só o 🆘.

O cartão Telegram (segundo canal)
O Telegram, na Configuração.
Sem este passo, nenhum telemóvel toca. O pedido de ajuda fica nos Alertas da página — mas ninguém é avisado. Vale a pena fazê-lo em cada telemóvel e testar.

8O dia de hoje e o histórico

O separador Hoje mostra cada toma do dia, por pessoa:

  • ✔ tomado às 07:45 — confirmado (no tablet, ou pela família);
  • · mais tarde — ainda não chegou a hora;
  • ⚠ em falta — passou a hora e ninguém confirmou.

Se a toma foi dada à mão (o tablet estava desligado, por exemplo), «Registar»: marca-se o que foi tomado e escreve-se uma nota. «Corrigir» numa toma já registada faz o mesmo.

O separador Hoje: o António com a toma das 08:30 em falta, a Maria com a das 07:30 tomada
O separador Hoje.

O histórico

Histórico: dia a dia, cada toma com a cor e a hora a que foi confirmada. Escolhe-se a pessoa e quantos dias ver (7, 30…). É o que se mostra ao médico quando pergunta «tem tomado?».

Os alertas

Alertas: tudo o que foi avisado, do mais recente para o mais antigo — as faltas, as consultas, os pedidos de ajuda.

Os registos só se acrescentam. Corrigir é acrescentar uma correção com nota — nunca apagar o que lá estava. Com uma pessoa a sério a usar isto, aquele histórico é a memória de quem tomou o quê.
A janela Registar — António, 08:30, com os três medicamentos marcados e uma nota
Registar uma toma à mão.
O histórico de 7 dias do António
O histórico.
Os alertas: uma consulta daqui a 2 dias e uma toma não confirmada
Os alertas.

9As pessoas

Configuração → Pessoas → «+ Pessoa» (ou «Editar»).

  • A fotografia é o rosto que aparece no tablet — numa casa com duas pessoas, é por ela que cada uma sabe qual é o seu ecrã.
  • Alergias: se não houver, escreva «nenhuma conhecida» — um campo vazio não diz nada a quem chega.
  • Doenças (uma por linha), médico de família, número de utente, contactos para ligar e notas importantes (ex.: «toma anticoagulante») — tudo vai para a ficha de emergência.
  • Mede a tensão: liga o botão 🩺 Tensão no tablet.

Remover uma pessoa não apaga nada do passado: deixa de aparecer no tablet e o histórico fica.

O cartão Pessoas, com o António e a Maria
As pessoas da casa.

10Pôr a medicação à mão

Configuração → Medicamentos → «+ Medicamento», ao lado da pessoa:

  1. Fotografia da caixa — tirada com o telemóvel. É por ela que a pessoa reconhece o comprimido no ecrã.
  2. Nome e dose («5 mg · 1 comprimido»).
  3. Instruções: «em jejum», «ao jantar», «com um copo de água».
  4. Para que serve, numa frase curta, como se explicasse a um vizinho — aparece no tablet e na ficha. A sugestão que aparece ao escrever o nome tem de ser confirmada com quem receitou.
  5. Horas (uma ou várias), os dias e, num tratamento com fim, até quando — um antibiótico de 7 dias acaba sozinho.
  6. Guardar.
A janela Novo medicamento: fotografia da caixa, nome, dose, instruções, para que serve e horas
Um medicamento novo.

11Importar a receita do SNS (PDF)

Em vez de escrever cada medicamento à mão, pode carregar a guia de tratamento que o SNS envia em PDF — por email, por mensagem, ou na app SNS 24 (no telemóvel, guarde-o primeiro nos Ficheiros).

  1. Configuração → Medicamentos → «📄 Importar receita», ao lado da pessoa.
  2. «Escolher o PDF da receita» e escolher o ficheiro.

O PDF é lido aqui, no telemóvel: só os medicamentos seguem para a página da família. O nome do utente, o número da receita e os códigos ficam neste aparelho.

A janela Importar receita, com o botão Escolher o PDF da receita
Escolher o PDF.
  1. Aparece um cartão por medicamento, já preenchido: nome, dose, instruções, quantas tomas por dia e durante quantos dias. Em cima, a data da receita e para quem é — se o nome não for o da pessoa escolhida, a aplicação avisa.
  2. Em cada cartão, escolher a hora da primeira toma — vem realçada a amarelo, porque a receita nunca a diz. As outras horas calculam-se sozinhas (8/8h → 01:00 · 09:00 · 17:00) e podem corrigir-se à mão.
  3. Escrever para que serve e, se quiser, acertar o resto.
  4. Marcar «Confere — revi este medicamento» em cada um que quer adicionar.
  5. «Adicionar». Só entram os marcados.
O cartão da Levofloxacina já preenchido a partir da receita
Um cartão por medicamento.
Nada se grava sozinho. Cada cartão tem de ser conferido por quem cuida. Um cartão sem «Confere» fica de fora.
A «validade da prescrição» não é o fim do tratamento. É o prazo para levantar na farmácia. O fim do tratamento vem em dias («durante 7 dias»).

Um PDF digitalizado (só imagem, sem texto lá dentro) não se consegue ler — a aplicação diz-o, e os medicamentos põem-se à mão.

O fim do cartão: hora da primeira toma 09:00, as três horas calculadas e Confere marcado
A hora da primeira toma, «Confere» e «Adicionar».

12Mudar, suspender, terminar

Cada medicamento na Configuração tem três botões:

  • Editar — mudar a dose, as horas, os dias, a fotografia. Mudar a hora ou os dias não mexe no passado: cada dia do histórico continua a ser contado com o horário que estava em vigor nesse dia.
  • Suspender — uma pausa (antes de uma cirurgia, por exemplo): escolhe-se o dia em que volta a tomar. Os dias de pausa não ficam a acusar falta.
  • Remover — deixa de o tomar. O que já foi tomado mantém-se no histórico.
A janela Editar medicamento da Varfarina
Editar um medicamento.

Um tratamento com data de fim (como os da receita) termina sozinho nesse dia — e a família é avisada no último dia 🏁.

A janela Suspender temporariamente, com o dia em que volta a tomar
Suspender até um dia.

13As medições

Tensão, glicemia, peso, temperatura e oxigénio. A tensão pode escrever-se no próprio tablet; todas se registam na página da família, em Medições → «+ Registar».

Para cada tipo há um resumo (média, mais alta, mais baixa, de manhã e à noite), um gráfico e uma folha para imprimir («🖨 Imprimir») e levar à consulta. Uma medição mal escrita apaga-se com o ✕.

Regista, não interpreta. A aplicação só avisa acima dos limites que a família escreveu — os que o médico deu. Não diz se uma tensão está boa ou má.
O resumo da tensão arterial dos últimos 30 dias
O resumo de 30 dias.

Ao registar: a máxima, a mínima e a pulsação (na tensão), o dia, a hora e uma nota («sentado, depois do almoço»).

A janela Tensão arterial — António, com 138, 82 e 64
Uma medição nova.

14Consultas e exames

Configuração → Consultas e exames → «+ Consulta»: o dia, a hora, o quê, onde, uma nota («em jejum desde a noite anterior») e quantos dias antes avisar.

Aparecem no tablet, em letras grandes e com o dia por extenso, e a família é avisada nos dias antes e na própria manhã. As que já passaram saem da lista sozinhas.

O cartão Consultas e exames, com uma cardiologia e umas análises
As consultas de cada pessoa.

15A ficha de emergência

O separador Emergência tem a mesma ficha do tablet: as alergias em destaque, o que foi (ou não foi) tomado nas últimas 48 horas — com destaque para uma toma a dobrar, que é o que mais importa ao INEM —, as notas importantes, as doenças, a medicação e os contactos, com um toque para ligar.

«🖨 Imprimir» dá uma folha para deixar no frigorífico ou levar ao hospital.

A ficha de emergência do António no telemóvel
A ficha, pronta a mostrar ou imprimir.

16O 🆘 do lado da família

Quando alguém carrega em «Avisar a família» no tablet, os telemóveis tocam e a página abre com o pedido em destaque, a vermelho:

  1. Carregar em «✔ Recebi, vou tratar».
  2. Da primeira vez, o telemóvel pergunta quem é («Rita») → Confirmar. Fica guardado nesse telemóvel — sem contas nem senhas — e é esse nome que aparece no tablet.
  3. O pedido fica a verde, com quem viu e a que horas. Os outros familiares recebem logo «✔ Rita viu o pedido de ajuda e vai tratar» — para não irem todos a correr sem saber que já vai alguém.
O pedido de ajuda a vermelho com o botão Recebi, vou tratar
O pedido chegou.
A pergunta do nome, com Rita escrito
Da primeira vez: o nome.
  • Enquanto ninguém confirmar, o aviso repete-se de 2 em 2 minutos, durante meia hora.
  • Já está tratado? «Arrumar» tira o pedido da página e da faixa do tablet, para toda a família. Não se apaga nada: fica nos Alertas. Num pedido a que ninguém respondeu, o «Arrumar» só aparece passada meia hora (para não se carregar nele por engano em vez de «Recebi»).
O pedido a verde: Rita viu às 11:09, com o botão Arrumar
Confirmado: a verde, com quem viu.

17A casa, o PIN e a cópia de segurança

A casa: o nome (aparece no tablet e em cada aviso) e três tempos — quantos minutos antes da hora a toma acende no tablet (10), quanto tempo se espera pela confirmação antes de avisar (30) e quanto tempo de tablet calado antes do aviso «sem sinal» (30).

Quem entra aqui: mudar o PIN da família. Ao mudar, os outros telemóveis voltam a pedi-lo.

O cartão A casa, com o nome e os três tempos
A casa.

Cópia de segurança: «⬇ Guardar uma cópia» descarrega num ficheiro tudo o que está aqui dentro — as pessoas, os medicamentos, as consultas, as medições e o histórico inteiro das tomas. Faça-a de vez em quando e guarde-a fora do telemóvel.

O cartão Cópia de segurança, com o botão Guardar uma cópia
A cópia de segurança.

Parte 3

Instalar o tablet

Uma vez, no dia em que o tablet chega a casa. Com o telemóvel da família ao lado.

18Do tablet novo ao primeiro «Tomei»

O que é preciso

1. Escolher como fica o aparelho

No telemóvel da família: Configuração → O tablet.

  • Sempre ligado nesta página — um tablet só para isto. O ecrã fica aceso e é o próprio ecrã que acende e toca à hora da toma. É o recomendado.
  • Só uma app, com aviso à hora — para um aparelho que também serve para outras coisas: à hora da toma chega uma notificação.

Por baixo está o endereço do tablet (termina em ?chave=…), com «Copiar». Também vem na folha de instalação, em QR.

O cartão O tablet: os dois modos e o endereço para abrir no tablet
O modo e o endereço do tablet.

2. Abrir o endereço no tablet, uma vez

No tablet, abrir esse endereço no browser (Chrome no Android, Safari no iPad) — escrito, colado, ou lendo o QR com a câmara. A chave fica memorizada no tablet e desaparece da barra de endereço. Um tablet aberto sem a chave mostra isto:

Este tablet ainda não está configurado — abra-o uma vez com o endereço que a família recebeu
Sem a chave: «Este tablet ainda não está configurado».

3. Tocar no ecrã para começar

A página abre com um ecrã verde. Tocar uma vez: é o que autoriza o tablet a tocar o aviso e a manter o ecrã ligado (os browsers só deixam depois de um toque). Depois de reiniciar o tablet, este ecrã volta — é só tocar outra vez.

Ecrã verde: Toque no ecrã para começar
Um toque, e o tablet fica pronto.

4. Pôr o tablet em modo de quiosque (Android)

  1. Com a página aberta no Chrome: menu ⋮ → Adicionar ao ecrã principal, e abrir pelo ícone — fica em ecrã inteiro, sem barra de endereço.
  2. Nas Definições do Android → Segurança → Fixação de apps (ou «Fixar ecrã») → ligar. Depois, no ecrã das apps recentes, tocar no ícone da Medicação → Fixar. Assim um toque sem querer não sai da página. (Para sair: tocar e manter «Anterior» e «Recentes».)
  3. Quem quiser prender o tablet a sério pode usar um browser de quiosque (por exemplo o Fully Kiosk) — não é obrigatório.

5. Não deixar o ecrã apagar-se

  1. Definições → Ecrã → Tempo limite do ecrã: o máximo. Nas Opções de programador, «Manter ativo» (ecrã ligado enquanto carrega) resolve de vez.
  2. Som: volume de notificações e multimédia no máximo; Não incomodar desligado.
  3. Bateria: tirar o Chrome da poupança de bateria («Sem restrições»), para não ser adormecido.
  4. Deixar ligado à corrente.

6. Experimentar

  1. Na página da família, pôr um medicamento de teste para daqui a 15 minutos. No tablet, carregar em «Tomei tudo» quando aparecer, e ver a toma ficar «tomada» no telemóvel. Depois, removê-lo.
  2. Carregar no 🆘 → «Avisar a família agora», e confirmar que os telemóveis tocam e que o «Recebi» chega ao tablet. (Avisar a família antes de experimentar.)
  3. Desligar o Wi-Fi do tablet uns minutos: tem de aparecer «Sem ligação» — e a família recebe o aviso «tablet sem sinal» passado o tempo escolhido.

Parte 4

O rádio de emergência 📡

Opcional, para quando a internet ou a luz falham. Tem um manual próprio, passo a passo.

19O que é o MeshCore e para que serve aqui

O MeshCore são rádios LoRa pequenos e baratos que falam uns com os outros em malha — sem internet, sem rede móvel e, com bateria, sem luz da rua. Cada rádio repete as mensagens dos outros, e assim chegam longe. É uma rede comunitária, mantida por voluntários. Em Portugal, tudo está em meshcore.pt: como funciona a rede, a distribuição portuguesa e onde há repetidores perto de si.

  • É o último recurso. Só fala quando o tablet está sem internet; com internet fica calado — ligado e vigiado, pronto a entrar — e a rede, que é de todos, fica livre.
  • Sem internet, o 🆘, as faltas e as tomas chegam à app oficial do MeshCore no telemóvel da família. O 🆘 vai em mensagem direta a cada familiar escolhido, com confirmação de entrega, e repete-se até chegar a alguém. Uma resposta escrita no MeshCore aparece no tablet.
  • Pelo ar vai o mínimo: o primeiro nome e a hora — nunca o nome dos medicamentos.
  • É uma opção por casa, desligada por omissão (Configuração → Rádio de emergência).

O que é preciso

  • Um rádio Heltec V3 com o firmware MeshCore em modo companion (ver meshcore.pt).
  • Um tablet Android com o Chrome (fala com o rádio por Bluetooth).
  • A app MeshCore no telemóvel de cada familiar — e um rádio por perto, ou um repetidor da rede ao alcance.
O cartão Rádio de emergência na Configuração
Configuração → Rádio de emergência.

A configuração no tablet (ligar por Bluetooth, o canal da casa, os contactos de cada familiar por QR, a opção que faz o tablet lembrar-se do rádio depois de reiniciar) e o teste sem internet estão no manual próprio: Rádio de emergência →

O rádio não substitui o 112. E o alcance depende da rede da zona: experimente-o sem internet antes de contar com ele.

Na demonstração o rádio é simulado: no painel 📡, «🧪 Simular falha de internet», e depois o 🆘 — a «Rita» confirma e responde.

Parte 5

Perguntas e privacidade

Quem vê os dados, onde ficam, e o que acontece quando alguma coisa falha.

20Dados, cópias e privacidade

21Perguntas frequentes

Que tablet é preciso?
Qualquer tablet com um browser atual serve. Para o rádio de emergência é preciso um tablet Android com o Chrome (o iPad não fala Bluetooth com páginas web).
E se faltar a luz?
O tablet tem bateria e continua a lembrar e a guardar as tomas. Se ficar sem internet, envia-as quando ela voltar — até uma semana depois. Se se desligar de vez, a família recebe o aviso «tablet sem sinal».
E se o tablet ficar muitos dias sem internet?
Leva consigo as tomas de 7 dias. Durante esse tempo lembra e regista como sempre; a família só vê as tomas quando a internet voltar (ou pelo rádio de emergência, se a casa o tiver). Mudanças feitas na página da família nesse tempo só chegam ao tablet quando ele voltar a ter internet.
A pessoa pode enganar-se e confirmar duas vezes?
Não no mesmo tablet: uma toma confirmada fica «Já tomou». Se o tablet estiver sem internet e a família já tiver registado essa toma, a confirmação dele fica marcada como possível toma a dobrar — e avisa-se.
Um telemóvel deixou de receber avisos.
Na Configuração → Avisos no telemóvel, ver se ele ainda está na lista; se não, «Receber avisos neste telemóvel» outra vez e «Enviar aviso de teste». No iPhone, confirmar que a página é aberta pelo ícone.
Os nomes dos medicamentos vão para algum lado?
Só para os avisos da própria família (notificações e, se quiser, Telegram). Pelo rádio de emergência nunca vão.
O que acontece se a licença acabar?
A família é avisada um mês antes. Se não for renovada, passados 15 dias fecha a página da família — mas o tablet nunca deixa de funcionar, e os avisos de 🆘 e de falta continuam.
Quanto custa?
Fale com O Alpendre.